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Reflexões sobre suicídio

Hoje, li esta matéria e me senti compelido e escrever algumas palavras sobre o assunto.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/suicidio-e-preciso-falar-sobre-esse-problema.ghtml?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1

É triste quando nos deparamos com uma estatística que aponta um aumento no número de pessoas que estão pondo fim à própria vida enxergando nessa atitude muitas vezes a possibilidade do fim dos sofrimentos e das vicissitudes que enfrenta durante a vida.

O homem, desesperado pelo caminho da felicidade, tomba e se encontra em direção ao caminho do sofrimento. Por qual razão?

943. Donde nasce o desgosto da vida, que, sem motivos plausíveis, se apodera de certos indivíduos?

R: “Efeito da ociosidade, da falta de fé e, também, da saciedade." Kardec: "Para aquele que usa de suas faculdades com fim útil e de acordo com as suas aptidões naturais, o trabalho nada tem de árido e a vida se escoa mais rapidamente. Ele lhe suporta as vicissitudes com tanto mais paciência e resignação, quanto obra com o fito da felicidade mais sólida e mais durável que o espera.”

 É preciso parar para refletir. Tomar um ar. Respirar.

Afinal, quem somos nós? Afinal, quem é você que está lendo esse texto? E não, eu não perguntei o seu nome, ou sua profissão, ou seu sexo. Eu perguntei "quem é você?".

Difícil responder não é?

Nesse mundo frenético, em constante movimento e que exige das nossas mentes respostas cada vez mais rápidas, convincentes e precisas, estamos perdendo a nossa identidade.

Olhamos para tudo aquilo que a sociedade exige que sejamos, engolimos e nos convencemos que somos exatamente aquilo.

Adoecemos e não percebemos. As pessoas que estão ao nosso lado adoecem e não percebemos.
E pior, muitas vezes percebemos que o outro adoeceu, percebemos que nós mesmos estamos doente e nos negamos a aceitar o fato.

E essa proposta, de que a felicidade se encontra no nosso próprio ganho, esse discurso endossado todos os dias de que só seremos felizes se alcançarmos o auge do sucesso material e social nos levou a esse ponto, onde a pressão mental é tão elevada que nos encaminha a buscar um modo de tentar acabar com o sofrimento.

Será que esse é o caminho? E se tudo aquilo que te contaram sobre a felicidade estiver errado. E se toda essa proposta de sucesso material, de aceitação social não for uma mera quimera inventada por poucos para iludir a muitos?

Essa história não é nova, estamos obscurecidos pelos prazeres materiais há tempos. Estamos nos enganando há milênios.

É aí que figuras como de Jesus, Buda, Chico Xavier e tantos outros aparecem na Terra a cada tempo. Para lembrar-nos qual o verdadeiro caminho, para nos trazer de volta a consciência de que somos mais do que um aglomerado de matéria. Que existe em nós algo que aspira superioridade. E para isso é necessário auto-conhecimento.

Permito-me aqui citar a seguinte questão de O Livro dos Espíritos:

919. Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal? 

R: “Um sábio da antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.”

Esse conhecimento, esse pequeno aforisma é difundido em diversas crenças, em diversas épocas, em diversos pontos do nosso planeta.

O caminho não é fácil, mas Carl Gustav Jung nos assinalou:

"Por trás do homem não se encontra nem a opinião pública nem o código moral universal, mas a personalidade, da qual ele não tomou consciência. Da mesma forma que o homem é sempre o que já foi no passado, assim também é sempre o que está para ser. A consciência não encerra a totalidade do homem, pois esta é constituída, de um lado, por seus conteúdos conscientes e, do outro, por seu inconsciente, cuja extensão é ignorada e cujos limites não sabemos até onde vão. A consciência está contida nessa totalidade, tal como um circulo menor em outro mais extenso."

Só o auto-conhecimento e a busca pelo próprio si (ou SELF na psicologia analítica) é que nos trás de volta à trilha correta do caminho da felicidade.

Jesus foi além, deixou-nos a proposta de que a verdadeira felicidade está numa vida exclusivamente dedicada ao outro, assumidamente dedicada à caridade. E não só propôs, viveu o que acreditava.
E Kardec questiona então, como seria entendida a Caridade por Jesus:

886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus? 

“Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”

Essa reflexão transcende as crenças coletivas, procuro aqui tocar o individual, cutucar a nossa visão que muitas vezes está obtusa por conta das imagens que são vomitadas na nossa mente.

Se você está pensando em suicídio, reflita. Há sempre outro caminho. Há sempre uma maneira de refazer-se. Há sempre um jeito de renovar-se.

A vida não é sofrimento. A dor pode ser inevitável, mas o sofrimento é escolha.

Há um mundo belo e maravilhoso lá fora que você ainda não conhece. Se permita conhecer, se permita mudar de visão, se permita o auto-conhecimento. Liberte-se das amarras que te impuseram.

Viva.

Para finalizar essas breves palavras, deixo aqui uma reflexão do psiquiatra suíço:

"O homem que não atravessa o inferno de suas paixões também não as supera."

Raphael Oliveira
Blogespirita.org

PS: Há um estudo em vídeo sobre o livro Memórias de um Suicida no nosso canal do youtube, aproveita e se inscreve lá:
https://www.youtube.com/blogespirita

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