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Provas da Reencarnação



"As qualidades inatas que as pessoas [...] trazem consigo constituem a prova de que já viveram e realizaram certo progresso."
(Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. Cap. 3, item 13)

"As lembranças espontâneas ou provocadas de existências passadas são evidências da reencarnação. Os casos espontâneos de lembranças reencarnatórias, manifestados por crianças e adultos,
não são raros, como pode pensar-se."
(Hernani Guimarães Andrade: Reencarnação no Brasil. Cap. 1 – Casos resolvidos e
não-resolvidos.)

"O conhecimento do pretérito, através das revelações ou das lembranças, chega sempre que a criatura se faz credora de um benefício como esse, o qual se faz acompanhar, por sua vez, de responsabilidades muito grandes no plano do conhecimento [...]."
(Emmanuel: O consolador, questão 370)

"A reencarnação pode ainda ser comprovada por outros meios, ais como: ditados mediúnicos, fenômenos de quase-morte e de transcomunicação instrumental."


As provas ou evidências da Reencarnação baseiam-se, essencialmente:



Nas idéias inatas

 [...] homem traz, «ao renascer», o gérmen das suas imperfeições, dos defeitos de que se não corrigiu e que se traduzem pelos instintos naturais e pelos pendores para tal ou tal vício. Ao nascerem, trazem os homens a intuição do que aprenderam antes: São mais ou menos adiantados, conforme o número de existências que contem, conforme já estejam mais ou menos afastados do ponto de partida. Dá-se aí exatamente o que se observa numa reunião de indivíduos de todas as idades, onde cada um terá desenvolvimento proporcionado ao número de anos que tenha vivido. As existências sucessivas erão, para a vida da alma, o que os anos são para a do corpo. Reuni, em certo dia, um milheiro de indivíduos de um a itenta anos; suponde que um véu encubra todos os dias precedentes ao em que os reunistes e que, em conseqüência, acreditais que todos nasceram na mesma ocasião. Perguntareis naturalmente como é que uns são grandes e outros pequenos, uns velhos e jovens outros, instruídos uns, outros ainda ignorantes. Se, porém, dissipando-se a nuvem que lhes oculta o passado, vierdes a saber que todos hão vivido mais ou menos tempo, tudo se vos tornará explicado. Deus, em sua justiça, não pode ter criado almas desigualmente perfeitas.

Com a pluralidade das existências, a desigualdade que notamos nada mais apresenta em oposição à mais rigorosa eqüidade: é que apenas vemos o presente e não o passado. A este raciocínio serve de base algum sistema, alguma suposição gratuita? Não. Partimos de um fato patente, incontestável: a desigualdade das aptidões e do desenvolvimento intelectual e moral, e verificamos que nenhuma das teorias correntes o explica, ao passo que uma outra teoria lhe dá explicação simples, natural e lógica. Será racional preferir-se as que não explicam àquela que explica?

As idéias inatas podem ser observadas na infância, porém, a rigor, elas são mais facilmente identificadas a partir da adolescência, período que o [...] Espírito retoma a natureza que lhe é própria e se mostra qual era. O [...] Espírito reencarnado retoma a herança de si mesmo, na estrutura psicológica do destino, reavendo o patrimônio das realizações e das dívidas que acumulou, a se lhe regravarem no ser, em forma de tendências inatas, e reencontrando as pessoas e as circunstâncias, as simpatias e as aversões, as vantagens e as dificuldades, com as quais se ache afinizado ou comprometido. [...] A moldura social ou doméstica, muitas
vezes, é diferente, mas no quadro do trabalho e da luta, a consciência é a mesma, com a obrigação de aprimorar-se, ante a bênção de Deus, para a luta da imortalidade.

Nas lembranças das existências pretéritas

As lembranças das existências pretéritas podem ser espontâneas ou provocadas. Em geral, surgem sob a forma de imagens fragmentárias, mas podem ocorrer flashs (clarões) de memória que permitem recordações mais completas. As lembranças espontâneas aparecem, naturalmente, no estado de vigília ou durante o sono, não sendo possível a identificação da causa desencadeadora das mesmas, na maioria das vezes. Neste estado, a pessoa se vê envolvida por uma sensação de algo conhecido, experimentado, ou visto (dejá vu). Segundo o
estudioso espírita brasileiro e pesquisador rigoroso deste tipo específico de lembranças pretéritas, Hernani Guimarães de Andrade, os [...] casos espontâneos de lembranças reencarnatórias, manifestados por crianças e adultos, não são tão raros, como pode pensar-se. Entretanto, apenas cerca de 5% podem ser considerados
suficientemente fortes e representando evidências seguras em apoio à tese da reencarnação.
Nem sempre as lembranças espontâneas não são cercadas de detalhes, sobretudo quando o Espírito recorda experiências desagradáveis. Adicionada [...] aos amargores de uma nova existência, a lembrança, muitas vezes aflitiva e humilhante, do passado poderia turbá-lo e lhe criar embaraços. Ele apenas se lembra do
que aprendeu, por lhe ser isso útil. Se às vezes lhe é dado ter uma intuição dos acontecimentos passados, essa intuição é como a lembrança de um sonho fugitivo.

As lembranças provocadas ocorrem por indução de Espíritos desencarnados ou encarnados. No primeiro caso a ação pode estar relacionada a um fim útil e bom, entretanto, pode estar vinculada a propósitos inferiores, tal como ocorre nos processos obsessivos. No segundo caso as lembranças provocadas
por médicos ou psicólogos têm representado, no mundo atual, uma ferramenta de auxílio terapêutico a pessoas portadoras de distúrbios psíquicos.
Kardec nos dá oportuno esclarecimento a respeito do assunto em artigo da Revista Espírita, de 1865, em que alega que não é [...] somente depois da morte que o Espírito recobra a lembrança de seu passado. Pode dizer-se que não a perde jamais, mesmo na encarnação, porquanto, durante o sono do corpo, quando goza de certa liberdade, o Espírito tem consciência de seus atos anteriores; sabe por que sofre, e que sofre justamente; a lembrança não se apaga senão durante a vida exterior de relação. Mas, em falta de uma lembrança precisa, que lhe poderia ser penosa e prejudicar suas relações sociais, aure novas forças nos instantes de emancipação da alma, se os soube aproveitar.

Finalmente, para Emmanuel, o [...] conhecimento do pretérito, através das revelações ou das lembranças, chega sempre que a criatura se faz credora de um benefício como esse, o qual se faz acompanhar, por sua vez, de responsabilidades muito grandes no plano do conhecimento; tanto assim que, para muitos, essas reminiscências costumam constituir um privilégio doloroso, no ambiente das inquietações e ilusões da Terra.

Nas comunicações mediúnicas

As comunicações mediúnicas oferecem duas grandes contribuições em apoio à tese reencarnacionista: a informação da identidade de Espíritos que viveram experiências reencarnatórias e a revelação de vidas passadas de pessoas que ainda estão encarnadas.

A questão da identidade dos Espíritos é uma das mais controvertidas, mesmo entre os adeptos do Espiritismo. É que, com efeito, os Espíritos não nos trazem um ato de notoriedade e sabe-se com que facilidade alguns dentre eles tomam nomes que nunca lhes pertenceram. [...] A identidade dos Espíritos das personagens antigas é a mais difícil de se conseguir, tornando-se muitas vezes impossível, pelo que ficamos
adstritos a uma apreciação puramente moral 5. Muito mais fácil de se comprovar é a identidade, quando se trata de Espíritos contemporâneos, cujos caracteres e hábitos se conhecem, porque, precisamente, esses hábitos, de que eles ainda não tiveram tempo de despojar-se, são que os fazem reconhecíveis e desde logo dizemos que isso constitui um dos sinais mais seguros de identidade.

Em relação às revelações mediúnicas de vidas passadas, destacamos a pergunta número quinze, do item 290 de O Livro dos Médiuns, e as respectivas respostas que os Espíritos Superiores deram a Allan Kardec:

Podem os Espíritos dar-nos a conhecer as nossas existências passadas?

Deus algumas vezes permite que elas vos sejam reveladas, conforme o objetivo. Se for para vossa edificação e instrução, as revelações serão verdadeiras e, nesse caso, feitas quase sempre espontaneamente e de modo inteiramente imprevisto. Ele, porém, não o permite nunca para satisfação de vã curiosidade.

Por que é que alguns Espíritos nunca se recusam a fazer esta espécie de revelações?

São Espíritos brincalhões, que se divertem à vossa custa. Em geral, deveis considerar falsas, ou, pelo menos, suspeitas, todas as revelações desta natureza que não tenham um fim eminentemente sério e útil. Aos Espíritos zombeteiros apraz lisonjear o amor-próprio, por meio de pretendidas origens. Há médiuns e crentes que aceitam como boa moeda o que lhes é dito a esse respeito e que não vêem que o estado atual de seus Espíritos em nada justifica a categoria que pretendem ter ocupado. Vaidadezinha que serve de divertimento aos Espíritos brincalhões, tanto quanto para os homens [...].

Assim como não podemos conhecer a nossa individualidade anterior, segue-se que também nada podemos saber do gênero de existência que tivemos, da posição social que ocupamos, das virtudes e dos defeitos que em nós predominaram? Não, isso pode ser revelado, porque dessas revelações podeis tirar proveito para
vos melhorardes. Aliás, estudando o vosso presente, podeis vós mesmos deduzir o vosso passado.

Para Emmanuel, os [...] Espíritos que se revelam, através das organizações mediúnicas, devem ser identificados por suas idéias e pela essência espiritual de suas palavras. Determinados médiuns, com tarefa especializada, podem ser auxiliares preciosos à identificação pessoal, seja no fenômeno literário, nas equações da ciência, ou satisfazendo a certos requisitos da investigação; todavia, essa não é a regra geral,
salientando-se que as entidades espirituais, muitas vezes, não encontram senão um material deficiente que as obriga tão-só ao indispensável, no que se refere à comunicação.

Devemos entender, contudo, que a linguagem do Espírito é universal, pelos fios invisíveis do pensamento, o que, aliás, não invalida a necessidade de um estudo atento acerca de todas as idéias lançadas nas mensagens medianímicas, guardando-se muito cuidado no capítulo dos nomes ilustres que porventura as subscrevam.
Nas manifestações de toda natureza, porém, o crente ou o estudioso do problema da identificação não pode dispensar aquele sentido espiritual de observação que lhe falará sempre no imo da consciência.

Nos fenômenos de transcomunicação instrumental

A transcomunicação instrumental – que é a forma de os Espíritos se comunicarem por meio de aparelhos ou equipamentos eletrônicos – representa igualmente mais uma evidência da reencarnação. Tal como ocorre nas comunicações mediúnicas, propriamente ditas, os Espíritos podem dar informações a respeito de encarnações anteriores, de si ou de outrem. Devem ser dispensados aos fenômenos de transcomunicação instrumental os mesmos cuidados indicados para a análise e divulgação das mensagens provenientes das práticas mediúnicas.

Nos fenômenos das experiências de quase-morte

A chamada Experiência de Quase-Morte é o estado de morte clínica experimentado durante alguns  momentos, após os quais a pessoa retorna à vida do corpo físico. Os relatos do que se passou, feitos aos médicos e enfermeiras, por indivíduos de várias culturas e credos, coincidem com o que diz o Espiritismo e  demais religiões reencarnacionistas. Essas pessoas relatam a ocorrência de acontecimentos semelhantes, vividos nos breves instantes entre uma parada cardíaca mais prolongada e a ressuscitação corporal, subseqüente. Entre essas ocorrências, afirmam encontrar, após a travessia de um túnel ou de outras passagens, seres de luz que as acolhem carinhosamente. É freqüente a recepção pelos parentes e amigos falecidos [...].

Atualmente, existe uma significativa produção de livros espíritas e não espíritas que trazem boas contribuições à tese reencarnacionista. Recomendamos a leitura da seguintes obras: Reencarnação, de Gabriel Delanne, editora FEB; Reencarnação no Brasil, de Hernani Guimarães de Andrade, editora O Clarim; 20 Casos sugestivos de Reencarnação, de Ian Stevenson, editora Difusora Cultural;
A Vida pretérita e futura, de H. N. Banarjee, editora Nórdica; Muitas Vidas Muitos Mestres, de Brian L. Weiss, editora Salamandra; Reencarnação baseada nos fatos, de Karl E. Muller, editora Edicel.

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