On 16:34 by Raphael Oliveira in , ,    1 comment


78 - Os Espíritos tiveram princípio, ou existem, como Deus, de toda a eternidade?

“Se não tivessem tido princípio, seriam iguais a Deus, quando, ao invés, são criação sua e se acham submetidos à sua vontade. Deus existe de toda a eternidade, é incontestável.

Quanto, porém, ao modo por que nos criou e em que momento o fez, nada sabemos. Podes dizer que não tivemos princípio, se quiseres com isso significar que, sendo eterno, Deus há de ter sempre criado ininterruptamente.

Mas, quando e como cada um de nós foi feito, repito-te, nenhum o sabe: aí é que está o mistério.”

O Livro dos Espíritos
On 15:29 by Raphael Oliveira in , ,    5 comments


A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos; não vos aflijais, pois, quando sofrerdes; antes, bendizei de Deus onipotente que, pela dor, neste mundo, vos marcou para a glória no céu. 

Sede pacientes. A paciência também é uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas. Outra há, porém, muito mais penosa e, conseguintemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência. 

A vida é difícil, bem o sei. Compõe-se de mil nadas, que são outras tantas picadas de alfinetes, mas que acabam por ferir. Se, porém, atentarmos nos deveres que nos são impostos, nas consolações e compensações que, por outro lado, recebemos, havemos de reconhecer que são as bênçãos muito mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte. 

Coragem, amigos! Tendes no Cristo o vosso modelo. Mais sofreu Ele do que qualquer de vós e nada tinha de que se penitenciar, ao passo que vós tendes de expiar o vosso passado e de vos fortalecer para o futuro. Sede, pois, pacientes, sede cristãos. Essa palavra resume tudo. 

Um Espírito amigo. 
O Evangelho Segundo o Espiritismo
On 17:25 by Raphael Oliveira in , ,    4 comments



Por estas palavras: Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados, Jesus aponta a compensação que hão de ter os que sofrem e a resignação que leva o padecente a bendizer do sofrimento, como prelúdio da cura.
Também podem essas palavras ser traduzidas assim: Deveis considerar-vos felizes por sofrerdes, visto que as dores deste mundo são o pagamento da dívida que as vossas passadas faltas vos fizeram contrair; suportadas pacientemente na Terra, essas dores vos poupam séculos de sofrimentos na vida futura. Deveis, pois, sentir-vos felizes por reduzir Deus a vossa dívida, permitindo que a saldeis agora, o que vos garantirá a tranquilidade no porvir.
O homem que sofre assemelha-se a um devedor de avultada soma, a quem o credor diz: “Se me pagares hoje mesmo a centésima parte do teu débito, quitar-te-ei do restante e ficarás livre; se o não fizeres, atormentar-te-ei, até que pagues a última parcela.” Não se sentiria feliz o devedor por suportar toda espécie de privações para se libertar, pagando apenas a centésima parte do que deve? Em vez de se queixar do seu credor, não lhe ficará agradecido?
Tal o sentido das palavras: “Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados.” São ditosos porque se quitam e porque, depois de se haverem quitado, estarão livres. Se, porém, o homem, ao quitar-se de um lado, endivida-se de outro, jamais poderá alcançar a sua libertação. Ora, cada nova falta aumenta a dívida, porquanto nenhuma há, qualquer que ela seja, que não acarrete forçosa e inevitavelmente uma punição. Se não for hoje, será amanhã; se não for na vida atual, será noutra. Entre essas faltas, cumpre se coloque na primeira fiada a carência de submissão à vontade de Deus. Logo, se murmurarmos nas aflições, se não as aceitarmos com resignação e como algo que devemos ter merecido, se acusarmos a Deus de ser injusto, nova dívida contraímos, que nos faz perder o fruto que devíamos colher do sofrimento. É por isso que teremos de recomeçar, absolutamente como se, a um credor que nos atormente, pagássemos uma cota e a tomássemos de novo por empréstimo.
Ao entrar no mundo dos Espíritos, o homem ainda está como o operário que comparece no dia do pagamento. A uns dirá o Senhor: “Aqui tens a paga dos teus dias de trabalho”; a outros, aos venturosos da Terra, aos que hajam vivido na ociosidade, que tiverem feito consistir a sua felicidade nas satisfações do amor-próprio e nos gozos mundanos: “Nada vos toca, pois que recebestes na Terra o vosso salário. Ide e recomeçai a tarefa.”
O homem pode suavizar ou aumentar o amargor de suas provas, conforme o modo por que encare a vida terrena. Tanto mais sofre ele, quanto mais longa se lhe afigura a duração do sofrimento. Ora, aquele que a encara pelo prisma da vida espiritual apanha, num golpe de vista, a vida corpórea. Ele a vê como um ponto no infinito, compreende-lhe a curteza e reconhece que esse penoso momento terá presto passado. A certeza de um próximo futuro mais ditoso o sustenta e anima e, longe de se queixar, agradece ao Céu as dores que o fazem avançar. Contrariamente, para aquele que apenas vê a vida corpórea, interminável lhe parece esta, e a dor o oprime com todo o seu peso.
Daquela maneira de considerar a vida, resulta ser diminuída a importância das coisas deste mundo, e sentir-se compelido o homem a moderar seus desejos, a contentar-se com a sua posição, sem invejar a dos outros, a receber atenuada a impressão dos reveses e das decepções que experimente. Daí tira ele uma calma e uma resignação tão úteis à saúde do corpo quanto à da alma, ao passo que, com a inveja, o ciúme e a ambição, voluntariamente se condena à tortura e aumenta as misérias e as angústias da sua curta existência.
O Evangelho Segundo o Espiritismo
On 15:29 by Raphael Oliveira   No comments
Hoje, li esta matéria e me senti compelido e escrever algumas palavras sobre o assunto.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/suicidio-e-preciso-falar-sobre-esse-problema.ghtml?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1

É triste quando nos deparamos com uma estatística que aponta um aumento no número de pessoas que estão pondo fim à própria vida enxergando nessa atitude muitas vezes a possibilidade do fim dos sofrimentos e das vicissitudes que enfrenta durante a vida.

O homem, desesperado pelo caminho da felicidade, tomba e se encontra em direção ao caminho do sofrimento. Por qual razão?

943. Donde nasce o desgosto da vida, que, sem motivos plausíveis, se apodera de certos indivíduos?

R: “Efeito da ociosidade, da falta de fé e, também, da saciedade." Kardec: "Para aquele que usa de suas faculdades com fim útil e de acordo com as suas aptidões naturais, o trabalho nada tem de árido e a vida se escoa mais rapidamente. Ele lhe suporta as vicissitudes com tanto mais paciência e resignação, quanto obra com o fito da felicidade mais sólida e mais durável que o espera.”

 É preciso parar para refletir. Tomar um ar. Respirar.

Afinal, quem somos nós? Afinal, quem é você que está lendo esse texto? E não, eu não perguntei o seu nome, ou sua profissão, ou seu sexo. Eu perguntei "quem é você?".

Difícil responder não é?

Nesse mundo frenético, em constante movimento e que exige das nossas mentes respostas cada vez mais rápidas, convincentes e precisas, estamos perdendo a nossa identidade.

Olhamos para tudo aquilo que a sociedade exige que sejamos, engolimos e nos convencemos que somos exatamente aquilo.

Adoecemos e não percebemos. As pessoas que estão ao nosso lado adoecem e não percebemos.
E pior, muitas vezes percebemos que o outro adoeceu, percebemos que nós mesmos estamos doente e nos negamos a aceitar o fato.

E essa proposta, de que a felicidade se encontra no nosso próprio ganho, esse discurso endossado todos os dias de que só seremos felizes se alcançarmos o auge do sucesso material e social nos levou a esse ponto, onde a pressão mental é tão elevada que nos encaminha a buscar um modo de tentar acabar com o sofrimento.

Será que esse é o caminho? E se tudo aquilo que te contaram sobre a felicidade estiver errado. E se toda essa proposta de sucesso material, de aceitação social não for uma mera quimera inventada por poucos para iludir a muitos?

Essa história não é nova, estamos obscurecidos pelos prazeres materiais há tempos. Estamos nos enganando há milênios.

É aí que figuras como de Jesus, Buda, Chico Xavier e tantos outros aparecem na Terra a cada tempo. Para lembrar-nos qual o verdadeiro caminho, para nos trazer de volta a consciência de que somos mais do que um aglomerado de matéria. Que existe em nós algo que aspira superioridade. E para isso é necessário auto-conhecimento.

Permito-me aqui citar a seguinte questão de O Livro dos Espíritos:

919. Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal? 

R: “Um sábio da antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.”

Esse conhecimento, esse pequeno aforisma é difundido em diversas crenças, em diversas épocas, em diversos pontos do nosso planeta.

O caminho não é fácil, mas Carl Gustav Jung nos assinalou:

"Por trás do homem não se encontra nem a opinião pública nem o código moral universal, mas a personalidade, da qual ele não tomou consciência. Da mesma forma que o homem é sempre o que já foi no passado, assim também é sempre o que está para ser. A consciência não encerra a totalidade do homem, pois esta é constituída, de um lado, por seus conteúdos conscientes e, do outro, por seu inconsciente, cuja extensão é ignorada e cujos limites não sabemos até onde vão. A consciência está contida nessa totalidade, tal como um circulo menor em outro mais extenso."

Só o auto-conhecimento e a busca pelo próprio si (ou SELF na psicologia analítica) é que nos trás de volta à trilha correta do caminho da felicidade.

Jesus foi além, deixou-nos a proposta de que a verdadeira felicidade está numa vida exclusivamente dedicada ao outro, assumidamente dedicada à caridade. E não só propôs, viveu o que acreditava.
E Kardec questiona então, como seria entendida a Caridade por Jesus:

886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus? 

“Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”

Essa reflexão transcende as crenças coletivas, procuro aqui tocar o individual, cutucar a nossa visão que muitas vezes está obtusa por conta das imagens que são vomitadas na nossa mente.

Se você está pensando em suicídio, reflita. Há sempre outro caminho. Há sempre uma maneira de refazer-se. Há sempre um jeito de renovar-se.

A vida não é sofrimento. A dor pode ser inevitável, mas o sofrimento é escolha.

Há um mundo belo e maravilhoso lá fora que você ainda não conhece. Se permita conhecer, se permita mudar de visão, se permita o auto-conhecimento. Liberte-se das amarras que te impuseram.

Viva.

Para finalizar essas breves palavras, deixo aqui uma reflexão do psiquiatra suíço:

"O homem que não atravessa o inferno de suas paixões também não as supera."

Raphael Oliveira
Blogespirita.org

PS: Há um estudo em vídeo sobre o livro Memórias de um Suicida no nosso canal do youtube, aproveita e se inscreve lá:
https://www.youtube.com/blogespirita
On 11:22 by Raphael Oliveira   No comments

De volta à França do século XIX

Livro da paraibana Giseti Marques retrata romance permeado de obstáculos entre o duque Cédric Lefreve e a linda jovem Charlotte

Na obra “Quando o Amor Triunfa”, publicada pela editora Boa Nova, a autora Giseti Marques Teodoro embala os leitores em um belo romance que se passa em pleno século XIX, na França.

Em meio à tumultuosa onda de revolta que se levanta no país com o surgimento de uma iminente revolução, o duque Cédric Lefevre, oficial do exército francês, homem duro de coração e com um passado envolto em sofrimento, depara-se com um sentimento que, para ele, até então era desconhecido.

Ao ver charlote, uma linda jovem, doce e bem diferente das moças da época, o nobre sente seu mundo abalado pelo que agora clama seu coração.

“A jovem fitou todos, porém, parou em Cédric, que, ao contrário dos demais, olhava-a fixamente, sem se importar com a criança. Ela sorriu-lhe com delicadeza. Ele disfarçou como pôde a forte impressão que a presença da jovem havia lhe causado. Charlotte não era apenas bonita; tinha uma beleza natural, e, diferente das mulheres da época, quase não usava maquiagem. Possuía gestos delicados, sem, no entanto, parecer uma dança coreografada. Seus cabelos soltos davam-lhe uma liberdade que poucas mulheres se permitiam. Seu sorriso não era falso nem afetado; era singelo e transmitia a pureza que tinha na alma. Cédric teve que se conter, permanecer sério.”

Contudo, um acontecimento inesperado trará de volta a amarga realidade à vida do nobre. Como vencer o orgulho? Como aceitar que a vida nem sempre tem as cores com as quais a pintamos? Intriga, ódio, vingança – esses são alguns dos obstáculos com os quais os personagens deste livro vão se deparar.

Para auxiliar nos contratempos, no entanto, um sábio espírito na figura de uma criança, Henry, deficiente físico e doce irmão de Charlotte, traz a reflexão a todos os que o rodeiam com seus exemplos – atitudes podem transformar uma existência.

A obra está disponível à venda nas livrarias do país e pelo site da editora:

http://www.boanova.net/produto/quando-o-amor-triunfa-70789

Aproveita que hoje está com um descontão:
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